quinta-feira, 10 setembro 2020 22:45

Entrevista Borga/Gávea

Leia a nossa entrevista aos novos campeões nacionais de Gira-Praia em Sub-16

Fechamos o ciclo de voleibol de praia com chave de ouro, com dois campeões. Entre os dias  18 e 23 de agosto no Centro de Alto Rendimento de Cortegaça recebeu o nacional de Gira-Praia. Desses dias houve uns que foram extremamente importantes para dos jovens atletas de Lisboa. Pois o escalão de Sub-16 Masculinos conheceu dois novos campeões.
Estes dois jogadores da formação do Clube de Voleibol de Oeiras, que ja eram presença habitual nas grandes finais conseguiram este ano um feito ainda maior e nós quisemos ir conhecer.
O João Borga é formado no Clube de Voleibol de Oeiras iniciou em 2016/2017 com 9 anos, jogando duas épocas como minis, depois uma como infantil, uma como iniciado e na nova época irá jogar como cadete. Já participou em dois treinos de observação da seleção nacional em sub-17, campeonato regional, nacional e fase final dos três escalões que competiu (minis, infantis e iniciados) e na praia participou no campeonato regional nos escalões de sub-14, sub-16 e sub-18 e no campeonato nacional nos escalões de sub-14 e sub-16. A nível de títulos ja conta com campeão regional de indoor em minis (2018) e infantis (2019) e na praia conta com o título regional e nacional em sub-14 (2019) e o título nacional em sub-16 em 2020.
O Francisco Gávea também é formado no Clube de Voleibol de Oeiras iniciou em 2015/2016 com 10 anos, jogando três épocas como minis, depois uma como infantil, uma como iniciado e na nova época irá jogar como cadete. Já participou em dois treinos de observação da seleção nacional em sub-17, campeonato regional, nacional e fase final dos três escalões que competiu (minis, infantis e iniciados) e na praia participou no campeonato regional nos escalões de sub-14, sub-16 e sub-18 e no campeonato nacional nos escalões de sub-14 e sub-16. A nível de títulos ja conta com campeão regional de indoor em minis (2018) e infantis (2019) e na praia conta com o título regional em sub-14 (2019) e o título nacional em sub-16 em 2020.

Quem são?

Nº1 –  João Borga, 13 anos e jogo na saída 
Nº2 – Francisco Gávea, 15 anos e jogo na entrada

Como foi o Voleibol de Praia em 2020, conseguiram treinar?

R 1: Este ano esperava que não houvesse voleibol de praia porque a pandemia parecia não estar a melhorar. Quando vi a noticía que iria haver uma etapa telefonei ao Francisco. Falamos com os nossos pais e eles deram-nos a oportunidade de ir ao Porto jogar. Treinámos segunda, terça e quarta. Foram treinos muito intensivos onde nos ajudaram muito principalmente no ritmo. Tivemos sempre as melhores condições no campo de areia do nosso clube (CVO).
R 2: Este ano foi um ano muito atípico, quando a competição de voleibol de pavilhão foi cancelada, a nossa esperança para a existência do campeonato nacional de voleibol de praia ia diminuindo de dia para dia ou era quase nula. Quando foi declarado o fim do estado de emergência ainda treinamos uma ou duas vezes, mas não passou disso pois internato fomos de férias com as nossas famílias para o Algarve. Quando recebemos a notícia que iria haver etapa estávamos ambos ainda no algarve e fomos 4 dias antes da etapa para Lisboa, fomos num domingo e segunda já estávamos a treinar. Apenas conseguimos fazer 3 intensos treinos antes de viajarmos para o Porto. Apesar dos poucos treinos sinto que fomos privilegiados graças às excelentes condições do campo de areia do nosso clube (CVO).

Foi uma competição perfeita com 5 jogos e 5 vitórias, como foram os jogos?

R 1: Foi uma etapa bastante exigente, por jogarmos muitos jogos só num dia. Não conseguimos descansar o suficiente entre os nossos jogos pois tambem estava muito calor. No primeiro jogo fomos às vantagens, um dos nossos adversários servia muito bem o que nos dificultou a receção, mas mesmo assim conseguimos chegar à vitória. Os outros jogos correram-nos bastante bem. Na final perdemos o primeiro set, entramos no segundo e no terceiro com a garra toda, e, assim saimos Campões Nacionais.
R 2: Foi uma competição bastante intensa, jogámos contra adversários que nos fizeram suar bastante para conseguirmos alcançar o nosso objetivo. Entramos na etapa com uma vitória nas vantagens e saímos com uma reviravolta, de um jogo, onde perdemos o primeiro set. Acho que demonstra bastante bem como correram os jogos e o que precisámos de dar de nós para vencer em todos os desafios.

Qual foi a sensação de vencer um título nacional com a vossa idade?

R 1: É uma sensação que não consigo explicar. Ainda não percebi o que senti no momento, mas agora sinto que foi mais um sonho realizado.
R 2: É uma sensação inexplicável e ao mesmo tempo a sensação de um sonho realizado, mas sinto que ainda hoje não sei descrever ao certo a sensação sentida a partir do momento em que a bola caiu no campo dos nossos adversários.

Vocês já têm algumas temporadas de voleibol de praia e se escolherem um fundamento mais importante para vencer os jogos?

R 1: Depende muito da dupla que está do outro lado, pois tem que se observar o ponto mais fraco da dupla adversária. Mas nesta etapa o que nos ajudou muito foi o serviço conseguimos fazer muitos pontos com o nosso serviço.
R 2: Não posso escolher o fundamento mais importante para vencer os jogos, pois o voleibol de praia é uma modalidade de muita técnica onde tudo se completa, mas acho que as nossas armas secretas para chegarmos a glória foram: a nossa química enquanto colegas, jogamos juntos já há alguns anos, a nossa consistência, a nossa garra/atitude, a nossa calma e a nossa confiança um no outro, mas principalmente o trabalho, somos uma dupla bastante trabalhadora que acredita que a qualidade de treino vai definir o nosso sucesso.

No jogo o que acham que cada um de vocês é mais forte e onde o vosso companheiro/dupla é mais forte?

R 1: A nossa dupla é uma dupla muito equilibrada em todos os aspetos. O meu colega tem uma grande visão de jogo onde nos ajudou bastante na etapa.
R 2: Como já referi o voleibol de praia é uma modalidade de muita técnica onde tudo se completa não posso escolher apenas uma pois tenho um parceiro bastante consistente em todos os aspetos bastante trabalhador e tem uma garra que contagia toda a gente.

Como são os novos campeões nacionais de gira-praia em Sub-16 pedimos que fechem com uma mensagem de como é jogar voleibol de praia para vocês?

R 1: Jogar voleibol de praia é uma paixão que tenho, é um desporto onde temos que usar mais a inteligência do que a força.
R 2: Jogar voleibol de praia para mim é incrível, pois é o sítio onde acabamos por fazer tudo e utilizar todas as ferramentas que aprendemos no voleibol.

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