quinta-feira, 11 junho 2020 23:04

Entrevista Gersinho

Leia o atual treinador da equipa senior masculina do Sporting Clube de Portugal em discurso direto

Na sequência do novo ciclo de entrevistas com treinadores com experiência internacional, recebemos hoje o treinador que está desde 2019/2020 em Portugal como treinador da equipa senior masculina do Sporting Clube de Portugal. Treinador que na formação foi professor e coordenador do Centro Rexona de Excelência do Voleibol (Projeto gerido por Bernardo Rezende "Bernardinho"), treinador do Paraná Clube feminino nas categorias Sub-13, Sub-14, Sub-15 e Sub-20, Treinador do Círculo Militar do Paraná feminino nas categorias Sub-17 e Sub-19, treinador e treinador adjunto das Seleções do Estado do Paraná nas categorias Sub-16 e Sub-18, treinador da Universidade Tuiuti do Paraná, treinador do Colégio Positivo Curitiba em Sub-16 e Sub-18, treinador do Sesi São Paulo na categoria Sub-21 e treinador adjunto da Seleção Brasileira Masculina Sub-19 e Sub-21. Já em equipas seniores foi treinador do Paraná Clube em feminino, treinador e treinador adjunto da Seleção Brasileira Universitária Feminina, treinador do Circulo Militar do Paraná, treinador adjunto do Medley Campinas, treinador adjunto da Seleção Brasileira B Masculina, treinador adjunto no Sesi São Paulo e treinador do Corinthians-Guarulhos, foi também , treinador adjunto do Suntory Sunbirds no Japão antes de chegar a Portugal.

Quem é?

Gerson de Oliveira Amorim, “Gersinho”, nascido em Curitiba, Paraná, Brasil com 41 anos atualmente é o treinador principal da equipa de Seniores Masculinos do Sporting Clube de Portugal

O Gersinho já passou por vários países e chegou esta época a Lisboa, comparando aos locais onde trabalhou, que diferenças e semelhanças encontra nas condições disponíveis para os treinadores de voleibol para fazerem o seu trabalho, entre os locais que trabalhou e em Lisboa?

No Sporting tenho condições de pavilhão, balneário e fisioterapia que são de altíssimo nível que se compara com as melhores equipes do mundo. A diferença é com relação ao tempo disponível de trabalho na quadra que difere um pouco das demais estrutura que passei. Porém o Sporting tem várias modalidades e não tem exclusividade do voleibol. Mas é uma situação bem tranquila de se gerir.

Com relação ao cenário português onde muitas equipes não são profissionais acredito que a dificuldade maior deva ser os treinadores não terem a disponibilidade de terem os atletas para fazer um treino bidiário. Na questão dos pavilhões, onde jogamos essa época, todos apresentam uma condição de jogo boa. Mas ainda acredito que em jogos de televisão a Federação poderia disponibilizar o piso para que o jogo fique mais apresentável para vender o produto voleibol.

Na estrutura de treinamento no meu caso, ainda estou trabalhando com o clube para tentar aumentar a possibilidade de ter um staff maior para auxiliar no treinamento que é algo normal nas principais equipes ligas do mundo.

Estando o Gersinho ligado ao Voleibol Masculino, o que acha da realidade portuguesa e em especial em Lisboa na formação masculina? E nas restantes equipas seniores de Lisboa?

Me preocupa números de equipes em Lisboa se compararmos com a quantidade de pessoas que vivem na região de Lisboa. Acho que no Sub-21 são 3 equipes, mas acredito que podemos ter mais começando pelo Sporting. Vamos apresentar um projeto para termos a formação no masculino, mas a realização disso vai depender muito se economicamente será viável fazê-lo.

A falta de oportunidades para os bons jogadores que aparecem se tornarem profissionais, dificulta a evolução deles. Observei bons jogadores no Campeonato Nacional, mas não sei se conseguirão evoluir mais por não terem oportunidade de se dedicarem exclusivamente para potencializar cada vez mais seu voleibol.

Foi treinador adjunto vários anos antes de abraçar um projeto como treinador principal, acha importante para um treinador português que esteja a começar, ele ser adjunto de um treinador mais experiente?

Com certeza faz toda a diferença você ser adjunto antes de assumir uma equipe. Quando se é adjunto você pode visualizar muitas formas de trabalho e começa a desenvolver sua própria filosofia, o que é muito bom para dar segurança nos caminhos a serem tomados.

O Ciclo Internacional de Formação Online organizado pela Associação Nacional de Treinadores de Portugal contou com o Gersinho a falar sobre da relação central/pipe e o Gersinho costuma partilhar a sua experiência também em algumas conferências no Brasil. Acha importante essa partilha? Quando tem oportunidade também participa para ouvir outros treinadores?

Acredito ser fundamental essa partilha porque assim tanto quem partilha e como o ouvinte aprendem e se desenvolvem nesse processo. Quando tenho oportunidade eu procuro participar de tudo que é possível para ouvir outros treinadores.

Há hoje em dia cada vez mais uma utilização dos dados estatísticos no voleibol de alto rendimento, principalmente masculino. Qual a importância para si ter um analista de rendimento (estatístico ou scouter) na sua equipa técnica? Usa os dados para preparar a sua semana de treinos ou apenas para avaliar o adversário?

Para mim é fundamental a presença do Scouter numa equipe de alto rendimento. Eu procuro usar os dados estatísticos para avaliação e orientação do trabalho técnico e tático nos treinos, e utilizo a informação para preparar a equipe antes dos jogos e durante os jogos.

Por fim, os fãs de voleibol gostariam de ter uma mensagem do Gersinho sobre o que pensa do futuro do voleibol.

Acredito no voleibol de Portugal!!! É fundamental o apoio de adeptos nos jogos para que a modalidade cresça cada dia mais. O país tem potencial para ter bons jogadores (masculinos e femininos) e ter um ótimo nível nos jogos do Campeonato Nacional e apresentar o selecionado Nacional cada dia com mais qualidade.

patrocinadores

Como posso jogar?

Vídeo em Destaque

Best Setter Volleyball Trainings

Sulaccount

Remax

Sul Taças

Sweet Spot