quinta-feira, 14 maio 2020 23:49

Entrevista Diretor Técnico Regional

Conheça a entrevista do Professor Rui Moura

A Associação de Voleibol de Lisboa inicia este ciclo de entrevistas com chave ouro… Começamos pela cara das competições da A.V.L., Mestrado em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, Treinador de Grau III, atual treinador de voleibol no Colégio Salesianos de Lisboa. Rui Moura foi atleta federado entre 1992 e 2019 e de voleibol entre 1997 e 2005 sempre pelo Colégio Salesianos de Lisboa. Na A.V.L. foi Coordenador Regional de Gira-Volei entre 2007 e 2009 e é Diretor Técnico Regional desde 2009, conheça as respostas de Rui Moura ás nossas perguntas...

Quem é?

Rui Tiago Lopo Moura, 40 anos, Treinador do Colégio Salesianos de Lisboa, desde 2001 até aos dias de hoje.

Como diretor técnico regional, que avaliação faz da época regional 2019/2020 com esta situação de pandemia e o seu efeito a nível regional?

Em primeiro lugar, como certamente será compreensível, ninguém poderia prever uma situação destas. Julgo que será justo dizer que hoje, Clubes, Associações e Federações se estão a adaptar quase diariamente a toda a informação que nos vai chegado. Globalmente, acho que apesar de tudo, temos de olhar para toda esta realidade com alguma apreensão, mas também com otimismo. Se do ponto de vista competitivo, os impactos foram significativos, visto que apesar do Campeonato Regional ter já terminado, o Torneio de Encerramento, que se encontrava a decorrer foi anulado, assim como o Circuito de Minivoleibol, temos também de ter em conta que, pelas informações que os chegaram, não temos conhecimento do casos graves relacionados com Covid 19. Todos desejaríamos um outro desfecho para a época desportiva, mas outras preocupações, na nossa opinião mais relevantes,  tiveram de imperar, face a tudo o que estamos a viver.

A manter-se a preocupação de saúde pública acha possível que seja necessário ajustar os calendários competitivos? Se sim, em que aspetos.

Essa é uma questão sensível, e que terá de ser ainda melhor analisada internamente, e obviamente, com os clubes. A meu ver, e tendo em conta que os nossos modelos competitivos a nível regional assentam sempre no balanço da nossa prova regional, poderão haver condições para fazer alguns acertos. O atual modelo de competição tem 1 ano, e o balanço da época é positivo, mas a evolução das nossas equipas poderá justificar já outro modelo competitivo, que vá ao encontro das necessidades e objetivos de todos. Essa é aliás a nossa obrigação como entidade organizadora de provas: adequar os nossos modelos competitivos aos objetivos dos intervenientes. Estamos desde há algum tempo a estudar um modelo de competição, com base em divisões, também nos escalões de formação, permitindo uma competição mais ajustada aos vários níveis, múltiplos campeões sem no entanto impedir qualquer equipa de lutar por acesso à fase nacional. Claro que teria de ser avaliada a implementação de um modelo desta natureza já na próxima época, ou na seguinte, ficando os clubes já com a certeza de que na próxima época competiriam nestes moldes, com base nos resultados da época que se iniciará em Setembro.

Na época, 2019/2020 houve uma mudança do quadro competitivo no campeonato regional, como sentiu que correu? Acha possível a sua continuidade?

Na minha opinião, quer como Diretor Técnico, quer como treinador, o balanço deste modelo é muito positivo. O feedback que recebemos por parte dos clubes foi nesse sentido. Obviamente que poderemos sempre melhorar, e assim o temos tentado fazer, com base nas opiniões que fomos recolhendo e nas reuniões de final de época que anualmente realizamos para debater estas questões. Sabemos que nunca haverá um modelo ideal, que agrade a todos, mas o importante para nós é implementar um modelo que se aproxime tanto, quanto possível, e dentro de todos os constrangimentos, do que a maioria dos clubes deseja. Em relação à sua continuidade, apesar de como referi, o balanço ser muito positivo, estamos a averiguar se existem condições para o tentar melhorar ainda mais. As dúvidas que temos é se este será o momento para o fazer, tendo em conta toda a realidade que estamos a viver este ano.

Como treinador de voleibol, como usou esta paragem? Promoveu treinos e reuniões à distância com as suas atletas? Procurou seminários e conferencias online?

Ao contrário do que se poderia pensar, esta interrupção e confinamento pouco teve de paragem. Se durante uma época “normal” teríamos a componente de treino presencial muito vincada, esta nova realidade ditou a necessidade de mantermos todas as nossas tarefas atualizadas, com recurso a outras ferramentas. Em relação às minhas equipas, foram feitas várias reuniões de trabalho ou simplesmente “encontros” com recurso a plataformas digitais, no sentido de mantermos o contacto e prepararmos já alguns aspetos relativos à próxima época. Foram enviados semanalmente alguns planos de treino, com e sem bola, para manter as atletas motivadas e também em boa condição física. Facto interessante, foram os feedbacks recebidos por partes de alguns Encarregados de Educação, que me referiram que eles próprios faziam os planos de treino físico. Do ponto de vista profissional, aproveitei para assistir a algumas formações de treinadores e webinars, que muitas vezes não me é possível assistir.

O curso de Grau I acabou recentemente em modo online na parte teórica, do qual é secretário, e o Grau II começará dentro em breve. Como tem corrido essa experiência?

A formação de treinadores neste formato é uma novidade, pelo menos em relação ao Voleibol. Do meu ponto de vista, do que foi lecionado até ao momento, o balanço é positivo. Claro que será necessário ajustar ainda alguns aspetos operacionais, visto que como referi, todo este processo é novo para todos nós, mas julgo que foi a prova de que este modelo de recurso ao qual recorremos nesta fase, poderá ser replicado de futuro. Em relação às componentes praticas do curso, teremos ainda de continuar a analisar o desenrolar desta pandemia para podermos decidir à forma de o fazer. Quanto ao Grau II, avaliaremos o seu sucesso no fim da formação, mas tendo em conta os dados que retirámos do Grau I, estou certo de que correrá igualmente bem.

Por fim, que mensagem gostaria de deixar para o mundo do voleibol, em especial aos seus colegas treinadores, clubes e atletas.

Como não poderia deixar de ser, queria deixar uma mensagem de esperança e optimismo. Acredito sinceramente que o pior de toda esta situação já ficou para trás. Como em qualquer batalha, após o seu fim procede-se à reconstrução, e nesse ponto, o voleibol é uma modalidade na qual o sucesso depende indubitavelmente do trabalho de equipa, e nestas fases, mais do que sermos adversários, deveremos ser todos membros da mesma equipa, em busca de vencermos este adversário.

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